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O risco da mistura indevida de fluidos refrigerantes

Casos relatados no setor sinalizam que aumentou o número de profissionais que, por conta própria, realizam misturas entre fluidos refrigerantes diferentes. Essa atitude pode provocar consequências diversas, entre elas, a impossibilidade de ajustar o sistema às condições de operação desejadas.

Para entender melhor por que não se aconselha realizar esse tipo de mistura, é importante ter em mente que:

  • Cada fluido refrigerante apresenta um comportamento termodinâmico próprio. Ou seja, possuem comportamentos diferentes quanto à temperatura, pressão e volumes, o que  resultam em diferentes capacidades de troca térmica. Por isso, para cada um deles, existe uma relação própria de Pressão x Temperatura, um Diagrama de Pressão x Entalpia, uma taxa de troca térmica específica, entre outras propriedades.
  • Quando uma mistura de fluidos é realizada, é obtido um novo produto. Assim, a propriedade termodinâmica dessa mistura passará a ter um comportamento diferente dos produtos originais que a compuseram. Isso significa que, quando acontece uma mistura indevida, está se utilizando, na verdade, um produto com propriedades desconhecidas. Nessa condição, não há referências termodinâmicas e não é possível prever o comportamento que a mistura indevida assumirá no ciclo de refrigeração, o que gera riscos à eficiência e capacidade do sistema, sem contar ainda os potenciais riscos químicos que a mistura de componentes incompatíveis pode gerar, como a formação de produtos perigosos, por exemplo.
  • Trabalhar com uma mistura feita pelo próprio operador, não é o mesmo que utilizar uma mistura desenvolvida e comercializada por empresas confiáveis. Isso porque as empresas desenvolvem esses produtos com critérios bastante rigorosos, levando em conta a segurança, desempenho, compatibilidade de materiais,  entre outros. Com isso, identificam a proporção exata, e registrada, de cada componente da mistura e também seu comportamento termodinâmico, além de passar por um rigoroso processo de aprovação junto aos fabricantes de equipamentos e entidades de normatização técnica e de engenharia (ASHRAE, por exemplo).

Lembre-se:

Para evitar que ocorram misturas indesejáveis, sempre que fizer uma modificação em um sistema, identifique no equipamento qual fluido refrigerante e tipo de lubrificante estão em operação.