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Fluido refrigerante contribui para a certificação de Prédios Verdes

 

 

A consciência ambiental vem aumentando em diversos setores, inclusive o imobiliário. Nesse mercado, foi desenvolvido o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) -, a mais conhecida certificação ambiental do setor de imóveis. O selo foi criado pela USGBC (U.S. Green Building Council – Conselho de Construção Sustentável dos EUA) em 2000 nos Estados Unidos, e é dado a edifícios que possuem características sustentáveis, avaliados por meio de pré-requisitos mandatórios e um sistema de pontos que permite determinar o grau de sustentabilidade do empreendimento, classificando-o em diferentes níveis.

Na América Latina, o interesse pela Certificação LEED tem crescido, e atualmente, dois países da região figuram entre os Top 10 no ranking de países com mais projetos certificados ou em processo de certificação: o Brasil, ocupando o 4º lugar, com 638 projetos, e o México, na 7º posição, com 322 projetos.

Interessante notar que o setor HVACR também faz parte do sistema de pontos que auxiliam à obtenção do selo. Os termos atuais da LEED determinam que ao integrar fluidos refrigerantes ambientalmente aceitos e com baixo GWP ao sistema de climatização de um edifício, o empreendedor poderá receber crédito adicional na pontuação que determinará - ou não - a concessão da certificação. Fluidos com essas características também agregam eficiência energética aos imóveis. Já o uso de CFCs ou clorofluorcarbonos nos sistemas automaticamente elimina a possibilidade de conquista da LEED. “Nos dias de hoje as empresas que projetam os empreendimentos têm olhado para três questões relacionadas ao uso de fluidos refrigerantes – ataque a camada de ozônio, eficiência energética e aquecimento global”, explica Manoel Gameiro, vice-presidente de Eficiência Energética da Abrava – Associação Brasileira das Empresas de Refrigeração, Ventilação e Aquecimento - e executivo da Trane/Ingersoll Rand, um dos maiores do mundo do setor de refrigeração, com faturamento de US$ 13 bilhões.

Maurício Xavier, gerente de negócios da Chemours para a América Latina, ressalta que a companhia já realizou dezenas de operações de Retrofit em edificações, para substituir fluidos refrigerantes HCFCs pelos HFCs da linha ISCEON™. Essa medida contribui para adequar os empreendimentos à legislação derivada do Protocolo de Montreal e, consequentemente, proporciona maior pontuação de edifícios corporativos e residenciais que se candidatam a receber certificações ambientais.